22 de jun de 2015

Nostalgia

Vez ou outra me pego revisitando meus textos
Tentando encontrar algum indício de mim
Vejo nas fotos as experiências vividas
Lá também não estou.
Nas profundezas do arquivo morto
Tentei achar algo que se parecesse com um legado.
Não que eu me obrigue a isso, mas na procurar por si mesmo
A gente é capaz de tanta coisa.
Conclui que se no passado não me encontrei não faria sentido investigar no futuro.
Hoje estou aqui, no trem, depois de um dia intenso
Com alguma pretensão de me encontrar
Como se o destino me permitisse esse tipo de privilégio.
Vou cochilar, talvez eu passe da estação,
E quem sabe num sonho curto eu tenha mais sorte.
Quando acordar conto pra vocês.

Guto